Você sabe o que é tecnoestresse?

Rosto voltado para baixo, dedos das mãos agitados, atenção ao entorno reduzida, olhos fixos. Esse comportamento já vinha acontecendo entre as pessoas nos últimos anos, mas, em 2020, com o distanciamento social ficou ainda pior e com ele veio uma nova doença da Era Moderna: o tecnoestrese.

Se você sente problemas de sono, dificuldade para se concentrar, problemas de memória, exaustão mental, ansiedade, descrença, fadiga ocular e ineficácia, ou, ouve pessoas ao seu redor reclamando isso, saiba que você pode estar recebendo os efeitos colaterais do uso exagerado e contínuo de tecnologia em sua rotina.

Exagerar no uso da tecnologia causa impactos negativos (Foto: Ilustração/Alex Green/Pexels)

Mais comum do que você pode imaginar, essa doença vem impactando mães, mulheres empreendedoras, jovens e até as crianças. O termo tecnoestresse faz referência a um estado psicológico negativo resultado do uso exagerado de equipamentos tecnológicos, em especial celulares, tvs, jogos online, tablets e computadores. É a sobrecarga da mente, causada por uma grande exigência cognitiva (capacidades intelectuais e emocionais).

Os sintomas são psicológicos, mas também podem se apresentar de forma física como, dores no corpo, dores de cabeça e enjoos. Em alguns casos pode, inclusive, levar a depressão.

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Os sintomas do tecnoestresse são psicológicos, mas também
podem se apresentar de forma física (Foto: Ilustração/Ketut Subiyanto/Pexels)

De acordo com informações dadas pela psicóloga Ana Carolina Peuker, CEO e fundadora da healthtech Bee Touch, empresa pioneira na mensuração digital de risco e avaliações psicológicas, a Folha Dirigida, “as pessoas precisaram recorrer mais ao universo tecnológico para permanecerem em contato com seus amigos e familiares e se atualizarem em relação às notícias.

O uso da tecnologia disparou a aparente urgência de saber tudo, estar por dentro de tudo, não perder nenhuma mensagem, informação e, com isso, veio a necessidade de adquirir novas habilidades comportamentais e de manuseio tecnológico. Quando isso esbarra nas mulheres, muitas delas sem hobbies pessoais com os quais possam aliviar o estresse, o estresse fica ainda maior. Afinal, além de terem que dar conta da própria vida, ainda precisam cuidar da casa, da empresa e dos filhos.

E qual é a solução para o tecnoestresse? Tecnoestresse tem cura? A resposta é sim. É claro que ninguém vai deixar a tecnologia de lado. Então, se não dá para retroceder, o melhor e aprender a usar a tecnologia a favor.

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Deficar tempo longe da tecnologia faz bem para a saúde mental e emocional
(Foto: Ilustração/Jonathan Borba/Pexels)

O segredo contra o tecnoestresse é perceber os excessos, identificar o relacionamento tóxico com a tecnologia, definir lembretes de tempo de uso. Já pensou em incluir no dia a dia atividades que não necessitem da tecnologia? Veja abaixo nossa lista de opções para ficar off-line.

📵 Defina um limite para filmes, séries e interações nas redes sociais.
📵 Tem bichinhos de estimação? Brinque com eles.
📵 Faça automassagem.
📵 Tenha uma rotina de autocuidado.
📵 Faça caminhadas ao ar livre.
📵 Brinque com as crianças.
📵 Utilize papel e caneta para fazer anotações.
📵 Leia um livro (físico).
📵 Desenvolva uma habilidade nova como plantar, cozinhar, pintar.
📵 Use jogos de tabuleiro.
📵 Promova bate-papos em família com cards de perguntas.

Todas essas ações simples contruibuem com a melhora dos sintomas, que se persistirem devem contar com acompanhamento médico especializado.

Tem mais alguma dica? Colabore deixe outras opções de “detox digital” nos comentários.

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