Sucesso! Elas superaram o medo, a falta de dinheiro, os problemas emocionais e conquistaram destaque nos negócios

Mulheres empreendedoras estão impactando positivamente muitos negócios. À frente de pequenas, médias e grandes empresas elas estão conquistando seu lugar de destaque. Em meio a desafios emocionais, familiares e profissionais, elas se mostraram fortes e, mesmo quando acharam que tudo estava perdido, não desistiram, deixaram na história de suas vidas um legado de superação e sucesso. Algumas empresárias que começaram pequeno viraram, inclusive, sucesso nacional.

Com garra, elas venceram o medo e agora lideram um negócio próprio, rentável e bem-sucedido. E já são 24 milhões de empreendedoras no Brasil, segundo dados recentes da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), sendo que desse total 44% empreendem por necessidade.

A Fábrica de Bolos Vó Alzira é uma história de superação e mostra a força da mulher em momentos decisivos. Tudo começou quando Alzira, então com pouco mais de 60 anos, passava por um momento delicado na vida tendo perdido a mãe e o emprego justamente numa idade em que mulheres com mais de 60 anos encontram dificuldade de recolocação profissional.

Naquela época, o sustento da família vinha da fábrica de pipocas que o marido tinha no Centro do Rio de Janeiro. Foi quando ela teve a oportunidade de fazer dois bolos para um amigo, os bolos seriam servidos em fatias com o café no bar dele. Foi esse o início do que é hoje a franquia Fábrica de Bolos Vó Alzira.

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A produção começou dentro de casa mesmo com a ajuda de uma amiga, eram cerca de 100 bolos assados por dia de forma artesanal, sem o suporte de um batalhão de batedeiras e outras máquinas. Foi um sucesso! Muitas encomendas vieram e a loja de pipocas do marido se transformou na primeira loja da Fábrica de Bolos Vó Alzira, que atualmente é uma das franquias de gastronomia mais abertas no Brasil.

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Rita de Cássia

Do mesmo modo, a empresária Rita de Cássia, dona de uma franquia Não + Pêlo, começou seu caso de superação emocional e profissional quando tinha 10 anos.

“Pedia para minha mãe fazer roupas tiradas das revistas importadas que a patroa dela trazia do exterior. Com minha mesada, comprava no Saara (mercado popular no Centro do Rio de Janeiro) os tecidos de chita, pedia para minha mãe fazer as blusas e calças, e quando havia algum evento na escola, que eu usava, as professoras me perguntavam quem fazia as minhas roupas. Eu falava que era minha mãe, e assim, eu negociava os preços, pois minha mãe não sabia cobrar. Se a deixasse para negociar era capaz dela fazer de graça. A falta de tino da minha mãe para negócios ligou um sinal de alerta para minha ainda na infância”, relembra a empresária. 

Na adolescência ela e a irmã vendiam pulseiras de linhas peruanas com nome. O dinheiro arrecadado servia para comprar lanche e ajudou a comprar os livros da escoladurante uma crise financeira que a família passou. “Voltei a empreender quando conheci meu marido, que pediu demissão voluntária da Light apesar de todos dizerem que era loucura. Juntos, unimos nossas economias e abrimos uma empresa de informática que durou 16 anos. Eu cuidava da parte comercial, enquanto ele cuidava da administrativa”, recorda. 

Foi durante a crise na área de Informática (2008), que o casal resolveu visitar uma feira de franquias e inigrassar no franchising com uma loja Não+Pelo. “Assumi a nova empresa com todos os riscos por ser um negócio novo, desconhecido por mim e administrado por mulheres para mulheres. Um mundo completamente diferente do meu, que trabalhava só com homens. Foram mudanças grandes que senti em mim e os outros também sentiram!”, celebra.

Mayra Pugliese

Mayra Pugliesi, proprietária da produtora de marketing audiovisual BBO, veio de uma família que tinha recursos, mas que perdeu absolutamente tudo. Após separação dos pais, Mayra foi despejada de onde morava com seus irmãos e passou anos morando na casa de outras pessoas. Com 11 anos de idade começou a trabalhar como babá para ajudar a mãe. Neste momento começou a guardar dinheiro pensando em seu futuro e na mudança que queria para a sua vida. Aos 15, conseguiu seu primeiro emprego em shopping e trabalhava festas infantis e em comerciais para conseguir pagar a faculdade. Eram jornadas intensas de trabalho e estudo, a exemplo de muitas mulheres brasileiras que desejam o sucesso profissional.

Aos 35 anos Mayra adoeceu e quase perdeu tudo novamente, mas graças as suas economias conseguiu pagar os tratamentos e se manter com dignidade mesmo ao ser demitida pela empresa onde trabalhava. Viajou sozinha ao Canadá para estudar inglês e ao retornar ao Brasil abriu seu próprio negócio no interior de São Paulo.

Proprietária da produtora de marketing audiovisual BBO, ela ensina empreendedorismo digital e se tornou uma influenciadora na área. Um história de superação que faz refletir sobre a importância de persistir e também de se educar financeiramente mesmo tendo muito pouco.

Renata Marcolino

Com dívidas acumuladas, Renata Marcolino precisou recorrer a outra alternativa de renda para auxiliar o marido em um momento de dificuldade financeira. A fonoaudióloga apostou no comércio de sapatilhas para saldar a dívida da família. Da ideia de levar os calçados até suas clientes, nasceu a Mil e Uma Sapatilhas, que atualmente fechou uma parceria com a Disney Brasil e se tornou o primeiro negócio focado na classe emergente com produtos da marca responsável pelo Mickey e Minnie. O negócio faturou R$ 30 milhões somente com a comercialização da nova coleção.

“No começo, saia de carro vendendo as sapatilhas. Colocava tudo que tinha no porta-malas e ia até minhas clientes. Me lembro de um episódio que meu marido foi participar de um evento de competição esportiva, aproveitei a ocasião e ofereci meus produtos para as esposas de quem iria competir. Vendi 30 sapatilhas naquele dia”, conta Renata.

Após a experiência, foram dois meses de venda porta em porta e mais de mil calçados comercializados. Logo surgiu a ideia de investir em um ponto físico, com complemento a revenda. Em 2015 foi aberta a primeira unidade da Mil e Uma Sapatilhas (SP), que na ocasião já contava com 13 revendedoras.

Depois de quatro anos no mercado, a empresa conquistou mais um importante título no segmento do varejo: ser a única representante com foco na classe emergente da Disney Brasil.

“Jamais imaginei que a minha atitude de vender sapatilhas de porta em porta para contribuir com as despesas financeiras pudesse tomar uma proporção tão grande. Ser a primeira do segmento de sapatilhas populares a conseguir uma parceria com a Disney e poder oferecer para as nossas clientes uma opção de calçado mais em conta e com a temática dos personagens da marca”, relembra a empresária, que planeja comercializar mais de 1 milhão de calçados da coleção até o final do ano e lançar periodicamente novos modelos até o começo de 2020.

Hoje com mais de 150 unidades abertas, a marca inicia o plano de internacionalização. A primeira unidade aberta fora do Brasil está localizada na Colômbia e a meta é possuir 10 lojas fora do país em até dois anos.

Conhece alguma mulher empreendedora que seja um caso de sucesso? Deixe a história aqui nos comentários. Vamos empoderar e inspirar outras mulheres.

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