Sagrado feminino, a descoberta do poder da mulher

Jornada da mulher. Resgate da Deusa. Ciclo lunar. Resgate da ancestralidade feminina. Autoconhecimento. O Sagrado Feminino é uma filosofia de vida, um movimento espiritual que vem sendo adotada por mulheres de diferentes classes sociais, profissões e ocupações, mães ou não. Algumas mulheres de várias partes do mundo mergulharam de cabeça no amor e orgulho de ser mulher. Muitas despertaram pela curiosidade, outras por ouvirem de outras mulheres, algumas pela necessidade de buscar soluções para suas dores e inquietações. As portas de entrada para o Sagrado Feminino são muitas.

Eu entrei nessa nova jornada pela necessidade de recalcular a rota da minha vida e, confesso, motivada pelos três pontos citados antes para me fortalecer emocionalmente por meio do autoconhecimento.

De modo geral, mulheres sofrem a pressão social de darem conta dos filhos, da família, da casa, do trabalho, de serem magras, belas, arrumadas, amorosas. Não observamos nossos ciclos, fases e a vida corrida nos faz ignorar muitos sinais. Mas, não precisamos justificar nada, basta querer mudar. E confesso, que algumas propostas do Sagrado Feminino não se encaixam ao meu modo de vida, ainda. E tudo bem.

Não precisamos justificar nada

Eu quis me dedicar a mim mesma depois de desilusões amorosas. Situações que me feriram profundamente e que estavam me fazendo embarcar sempre em relacionamentos amorosos com padrões comportamentais iguais. Sempre achava que a culpa era minha, que eu tinha feito algo errado.

Recalcular a rota: aprender nos relacionarmos com nós mesmas, conhecer nossas vulnerabilidades, virtudes e forças

Então, a culpa que antes era por não ter dado certo, se tornou diferente: Mudou para algo tipo “eu fui alertada pelos sinais e ainda assim criei mentiras para mim mesma para estar nestas relações”. Meu poder feminino me alertou, eu, por algum motivo, não segui e não gostei do resultado que os sinais me davam. Eu precisava urgentemente me voltar para o sagrado em mim para (re)aprender a me relacionar comigo mesma, conhecer minhas vulnerabilidades, virtudes e forças.

Quando me separei no início de 2018, todos diziam que eu ia “refazer minha vida e encontrar um homem que gostasse de mim”. Repararam que sempre o “refazer a vida” tem a ver com ter um outro alguém? Foi esse o ponto de virada. Percebi que estar com “alguém” estava me fazendo escolher pessoas erradas, pelos motivos errados como carência, medo da solidão, querer provar que eu tinha dado a volta por cima, etc.

Motivos errados que levaram ao caminho certo

O fim da picada, o ponto zero, o start foi quando posts patrocinados surgiram no meu Feed no Instagram indicando assistir aos vídeos de coachs de relacionamentos. Quando assisti alguns vídeos fiquei estarrecida! Homens que não sabem nada sobre o que é “ser mulher”, o que é o “ser feminino”, ensinando métodos de conquistas que estimulam joguinhos para ficar com caras que não estão nem aí para elas.

Quando descobrirmos o Sagrado Feminino em nós, os nossos Poderes, deixaremos de ser bonecas manipuladas por tantas coisas que nos ferem e nos oprimem

Lendo os comentários, fiquei ainda mais chocada com o depoimento daquelas que fizeram o “orientado” e se deram mal e se mostraram emocionalmente ainda pior depois de aplicar a “técnica das flores, do bombom, do banho, da roupa”. Essas ficaram sem as respostas dos “coachs”. Somente os “casos de sucesso” tiveram retorno dos treinadores. E todos os meus comentários afirmando que deveriam ensinar a mulher a se valorizarem foram apagados. Foi neste momento que gritou em mim que quando descobrirmos o Sagrado Feminino em nós, os nossos Poderes, deixaremos de ser bonecas manipuladas por tantas coisas que nos ferem e nos oprimem.

Para mudar isso precisamos conectar mente e coração. Vontade e desejo ardente por mudança comportamental. E foi o que aconteceu comigo. Parar, serenar e me reconectar com o que há em mim, justamente para dar fim aos padrões que se repetem em minha vida amorosa, profissional e pessoal. Estou como uma massinha de modelar, de forma macia e calma, estou modelando este aprendizado com leveza. E seguirei compartilhando minha jornada com você.

Você já passou por isso? Conhece alguém que tenha se sentido assim? Como você fez para se reencontrar? Diz pra mim aqui nos comentários. Assim, você estará contribuindo com a sua experiência. Uma colher do seu conhecimento pode ser uma refeição para quem não tem nada.

Leia mais – Sagrado feminino, a jornada da descoberta de nós mesmas como mulheres

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