Peppa Pig é censurada e acusada de ‘subversão’ na China

A popular plataforma de vídeo Douyin, na China, censurou o desenho animado britânico “Peppa Pig”, enquanto vários meios de comunicação estatais criticaram o “vício” do público infantil e a transformação da personagem num ícone “subversivo” da juventude ociosa. Pelo menos 30.000 episódios de “Peppa Pig” foram retirados do ar, e a hastag #PeppaPig foi proibida, segundo informações publicadas na segunda-feira, 31 de abril, no jornal oficial Global Times.

De acordo com um documento citado pelo jornal, o desenho da BBC faz parte de uma lista de conteúdos censurados pela Douyin. “Peppa Pig”, que chegou à China nos anos 2000, tornou-se tremendamente popular graças aos capítulos dublados em mandarim. A febre cresceu no final de 2017 entre um público de jovens adultos, com a multiplicação de selfies de internautas – incluindo algumas estrelas – com adesivos da Peppa Pig. Objetos derivados da série, como xícaras, relógios ou roupas, também fizeram sucesso.

O Diário do Povo, porta-voz do Partido Comunista no poder, denunciou na semana passado os efeitos perversos de uma “comercialização” de Peppa Pig, que as estrelas da rede mostram até a saciedade. O Global Times também se referiu a esse “vício” das crianças, que leva algumas a “rosnar e pular em poças d’água”.

Outro lado obscuro do sucesso de Peppa Pig: a disseminação de episódios falsos, memes e paródias de humor negro ou diretamente pornográficas, denunciou o Global Times em janeiro. O mesmo jornal insistiu nessa ideia na segunda-feira, dizendo que a porquinha inocente “tornou-se um ícone da subcultura de uma juventude muitas vezes mal educada, sem trabalho estável e ociosa”.

Peppa Pig “tomou um rumo subversivo e sua popularidade viral ilustra uma sede de novidade e sátira que pode prejudicar a moral da sociedade”, aponta o Global Times.

Fonte: Isto É

Deixe seu comentário

Comentar

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*