Mulherem empreendem em negócios próprios por horário mais flexível

O empreendedorismo feminino cresceu 34% em 14 anos. O caminho do negócio próprio tem se mostrado uma das alternativas para aumentar a renda e atém esmo fazê-la a principal fonte financeira. Porém, nem todas começam o negócio próprio por oportunidade, mas, sim, por necessidade de ganhar mais e ter horário mais flexível. As informações são do Sebrae, do  Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade e do Fórum Empreendedoras.

Resultado de imagem para mãe trabalhandoLevantamento do Sebrae traçou o perfil das empresárias, que são sobretudo jovens: 40% delas são mulheres com menos de 34 anos que estão concentradas principalmente em quatro áreas de atuação: restaurantes (16%), serviços domésticos (16%), cabeleireiros (13%) e comércio de cosméticos (9%). A maior parte empreende dentro de casa (35%), o chamado home office. 44% delas são chefes de família. Além disso, o percentual de mulheres que empreendem por necessidade é 12 pontos maior do que a dos homens: eles são 32%, enquanto elas alcançam a marca de 54%.

Trabalhar com o que gosta é o principal fator que as levam a empreender, disseram 66% das entrevistadas pelo Fórum Empreendedoras. A flexibilidade de horário (52%) – sobretudo das que têm filhos –  e a opção de ter uma renda mensal maior (40%) são outros itens destacados pelo levantamento.

Empreendedorismo materno

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Conciliando trabalho e vida de mãe: Eu e Isis quando fui fazer matéria para o Valor Atemporal na Tatoo Week Rio.

Esse foi o meu caso. Trabalhando durante mais de 10 anos com funcionária de empresas de comunicação, desde que a Isis nasceu optei por trabalhar em casa para ter mais flexibilidade de horário e também para poder acompanhar de perto o crescimento e desenvolvimento dela. Além de empreendedora na área de Jornalismo e Marketing Digital. 🙂

Assim como eu, outras mães que conheço, dentro e fora do jornalismo, resolveram se dedicar aos filhos e trabalhar em casa. É o empreendedorismo materno, ou, a maternidade que faz empreender. A maioria delas investiu em serviços de culinária para bebês, outras em moda infantil, algumas em decoração e doces para festas e também site no estilo “desapego de itens infantis”. E assim, seguimos nos mantendo no mercado de trabalho, mesmo que para isso tenhamos que mudar de área ou expandir habilidades.

Atenção ao empreender

Resultado de imagem para mãe trabalhandoPara as mulheres que desejam tirar dúvidas sobre empreendedorismo e abertura de negócio próprio, é possível agendar atendimento presencial gratuito com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) pelo 0800 570 0800.

Existe a possibilidade de trabalhar como Micro Empreendedor Individual (MEI). MEI é a figura jurídica formalizada dos trabalhadores por conta própria cuja receita não ultrapasse R$ 60 mil por ano. Neste caso, você vai pagar um valor fixo mensal como tributo (de até R$ 52,85), sendo que a maior parte equivale à contribuição para a Previdência Social, ou seja, sua aposentadoria. Confira as atividades permitidas em www.portaldoempreendedor.gov.br.

Para quem vai abrir uma microempresa, ou seja, sociedade empresária; empresa individual de responsabilidade limitada e sociedade simples, precisa estar cadastrada no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas. A receita pode chegar a R$ 360 mil por ano. O custo para a manutenção dependerá do regime tributário em que a empresa estiver enquadrada. Veja a Classificação Nacional das Atividades Econômicas no endereço virtual www.cnae.ibge.gov.br.

 

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