Inteligência financeira está mudando a vida de muitas mães e seus filhos.

VIDA DE MÃE. Educação financeira empodera as mulheres.

Como você gostaria que fosse a sua vida financeira? Já pensou em fazer algo para melhorar sua saúde econômica? Eu penso nisso todos os dias! Muitas reportagens mostram jovens ou famílias inteiras que saíram do Brasil e hoje “vivem bem”. Mas eu não estou falando em ir embora, estou falando em olhar com profundidade para sua situação financeira, sem medo do buraco que vai encontrar. Sem modismos, cresce no Brasil, assim como no mundo um movimento chamado FIRE, o acrônimo em inglês para “financial independence, retire early”, ou, em português, “independência financeira, aposente-se cedo”. A ideia é economizar o máximo de que qualquer fonte de renda (fixa ou extra) visando não simplesmente parar de trabalhar cedo, mas ter grana suficiente para no futuro poder fazer o que se ama na fase adulta e velhice.

30% por centro soa impossível para você? Sim? É difícil pensar em poupar quando o dinheiro falta para as contas básicas, mas vale a pena segurar um percentual, por menor que seja. Como dizia a minha avó “de grão em grão a galinha enche o papo”.

Dificuldade financeira e emoções a flor da pele

Temos que fazer o possível para criarmos meios e expedientes para nos mantermos financeiramente bem e não causar danos e ônus a ninguém.

Em uma das palestras da Monja Coen que assisti no YouTube uma fala dela fixou na minha mente. Ela dizia que não devemos nos acostumar a depender das pessoas. Temos que fazer o possível para criarmos meios e expedientes para nos mantermos financeiramente bem e não causar danos e ônus a ninguém. Isso fez sentido para mim. Sempre busquei meios de me manter sem gerar prezuísos para minha mãe. Desde cedo, fui ensinada a poupar. As vezes, minha mãe bancária exagerava nos conselhos e isso colaborou para causar uma certa insegurança quando eu pensava em “abrir a carteira”. O bom é que gerou serenidade e sobriedade na hora de fazer minhas escolhas sobre investimentos, gastos, supérfluos…

Cuidar de casa, filha(o), da vida pessoal e das finanças consome tanto o nosso tempo que muitas vezes nem lembramos que é necessário economizar para usar em algo prazeroso, não necessariamente lá na aposentadoria. No meu caso, salvar algum dinheiro todos os meses é fundamental para evitar crises de ansiedade. Com leitura especializada em finanças pessoais, terapia e com a ajuda do Zen Budismo estou fazendo a minha parte em me organizar e ter uma relação saudável com o dinheiro.

Algumas frases sobre dinheiro,não educam, limitam.

Quando você pensa em dinheiro algo te aflige? No meu caso, na adolescência, educação financeira baseava-se em “economizar para o futuro. Mas qual era o futuro? Nem eu sabia! E quando nossos pais também não conseguem explicar que tal de futuro é esse: faculdade, viagens, casa própria, intercâmbio, carro, etc… Usam frases limitantes e controladoras como, “Vai comprar isso pra quê? Já tem muitos!”, “Antes a obrigação depois a diversão”, “Fico sem dinheiro, mas não devo ninguém”, “Vai comprar isso? É se você perder o emprego?”, “Não acho que deva comprar. É bobeira”, “Se quebrar nunca mais terá outro”. “Melhor ter esse emprego do que ficar sem nenhum”, “Pra quê mais uma calça jeans?”.

Alguma dessas frases esteve presente na sua vida? Então, provavelmente são essas memórias de escassez que te afligem quando você pensa em dinheiro. Isso porque essas frases não educam, mas sim, limitam. Muita gente condena a prosperidade e, então, tudo ao seu redor vira “falta de…”. Eu limpo essas memórias diariamente com o Ho’Oponopono, com a psicologia positiva e com afirmações positivas que fazem sentido para mim. Felizmente tudo passa, nada é permanente e sempre temos a chance de evoluir em todos os sentidos.

Saber usar seu dinheiro de modo consciente é fundamental para seu futuro e para o futuro de seus filhos, principalmente, na primeira infância. É até os 7 anos que a personalidade dele está se desenvolvendo. É nessa fase que a criança vai absorver grande parte do que ela vê, sente, ouve e é ensinada a fazer.

Estimulo em mim compras de itens da minha lista pessoal respeitando limites claramente estabelecidos.

Poupar não é fácil, requer escolhas, mas nada é impossível

Ensinar as crianças e jovens a poupar, faz parte de um processo de mudança que nasce em nós mesmos. Aprendi isso com minhas próprias experiências boas e ruins. Pode parecer utópico falar de economia quando vivemos cercados de pessoas que não poupam nada. Vejo muitos jovens (millennials) que trabalham que não salvam quantias que seriam acalantos e fundo de reserva para quando deixarem de trabalhar ou na pior das hipóteses, não onerar seus pais, amigos e familiares caso fiquem fora do mercado de trabalho por um período maior do que o esperado.

Ensinar as crianças e jovens a poupar, faz parte de um processo de mudança que nasce em nós mesmos.

Crianças, adolescentes e adultos aprendem pelos exemplos daquilo que veem no dia a dia, muito mais do que com as palavras. Se você gasta mais do que deve e pode, vive encalacrada nas dívidas recebendo ligações de cobrança o tempo todo, que exemplo real de educação financeira está dando? Isso só será proveitosa se a pessoa com a qual você convive tiver maturidade suficiente para não aprender a poupar e evitar passar por essas situações que elas presenciam.

É duro falar assim! Eu sei! Eutambém já perdi o controle e sei bem o que é estar na corda bamba. E olhar com profundidade para minhas contas, fazer anotações, ler sobre finanças, buscar meios rentáveis de investimentos e até mesmo dizer NÃO para a vendora da loja que vinha com um vestido ‘mara’ faz parte do meu dia a dia. Isso é disciplina. Para com isso de “eu mereço”. Você merece se não for te endividar, se não for uma compra que vai te fazer deixar de pagar um conta que ainda não foi quitada.

Independência financeira e gastos conscientes favorecem que você tenha sempre o nome limpo. Isso é importante para seu futuro e a qualidade de vida dos seus filhos e das pessoas que te cercam. A melhor forma de viver em paz e não dever nada a ninguém. Ter reserva financeira eleva suas energias para esferas mais positivas da vida.

O despertar para uma vida simples

Todos os dias somos convidados a ter uma vida cheia de liberdade interior, longe da escassez, repleta de alegrias, sem amarras e cercada de abundância verdadeira, que é aquela que não têm altos e baixos. Fartura verdadeira de alegria, paz e financeira. Mas para isso é preciso ter disciplina e equilíbrio: nem ser “mão de vaca”, nem ser a “louca do cartão de crédito”.

O que te motivaria a economizar? Qual plano? Qual sonho?
Costumo dizer que nem sempre motivação basta. Vai ter dia que você vai acordar cansada de usar aquela blusinha linda, que vai chegar uma festa, um momento especial e você vai querer algo diferente. “Momento especial”, essa frase te faz pensar em alguma situação? Eu sempre me lembro da vendedora da loja perguntando: “a senhora deseja algo para um momento especial”? Eis a chave para abrir sua carteira. Falo isso com propriedade porque antes de ser jornalista, fui vendedora de loja feminina por muitos anos.

É nesse momento que a disciplina vai fazer com que você dê meia-volta e olhe tudo o que você tem antes de falar “no crédito, por favor”. Tem um objetivo? Então, faça o que for necessário para atingí-lo. Sem lamentar. Só assim você vai atingir seu objetivo de ter uma vida financeira harmoniosa. Não é vergonha ser vitoriosa.

Ah! Muito importante: Não é vergonha sair das dificuldades e ter uma vida confortável. Dinheiro e espiritualidade estão ligados, o que é desconexo é a falta de generosidade e a ganância. “Sou podre, mas sou honesto”. Para! Você pode ser rico e continuar sendo honesto, grato e generoso. Não é o dinheiro que define sua honestidade, é o seu caráter.

Todos os dias somos convidados a ter uma vida cheia de liberdade interior, longe da escassez, repleta de alegrias . Mas para isso é preciso ter disciplina.

O princípio da inteligência financeira para mulheres não é mágica. É o desapego, a serenidade na hora de comprar, compra consciente do que é indispensável. Está disposto a ter uma vida cheia de desprendimento, de desapegos? Está disposto ao reuso, a reaproveitar, a dar nova vida a coisas antigas? Esta disposta a não torrar seu dinheiro nas baladas de final de semana, ou não estourar seu cartão de crédito no shopping? Então, você pode estar apto a ter uma vida mais simples. Só que isso exige esforço, entrega e dedicação. Eu estou disposta a fazer isso pela minha vida futura.

O que já tenho feito? São cinco pontos: Não me deixo engolir pela sociedade de consumo comprando coisas que não preciso para necessidades que não tenho. Soiu a única responsável pelo meu dinheiro, presto atenção em taxas de bancos, faturas que chegam em casa e até na nota do supermercado para ver se estão cobrando o que está sendo anunciado. Estabeleci uma meta para usar com o dinheiro que desejo salvar. Mesmo com pouco, é importante começar neste momento. Adotarei meios de ter pleno controle de todos os seus gastos, como não gosto de planilhas, o bom e velho caderninho já será suficiente neste momento.

Minha motivação para isso? Há 10 anos moro no Rio de Janeiro, uma cidade cara e cheia de vícios de consumo. O estresse das várias jornadas do dia (profissional, maternidade, casa e vida pessoal, gatos) e no último ano a dificuldade de lidar sozinha com as despezas que dividia com outra pessoa me fizeram passar mal várias vezes. O mundo virou um caos. Meditar, fazer terapia, ressignificar e adotar meu mantra pessoal “Tudo passa. Tudo colabora para o bem” me ajudaram muito.

Num dia de pressão extrema no trabalho e uma discussão pavorosa por telefone com uma pessoa que eu considerava demais, tive um pico de pressão. Descompensei! Achei que fosse morrer. No hospital acharam que eu estava tendo um AVC ou um infarto. Felizmente, do pior o melhor, era um pico de adrenalina que me deixou 5 dias com baixo controle sobre mim mesma. Quando eu consegui voltar ao meu ponto de equilíbrio ideal parei na frente do espelho com a cara inchada de tanto chorar e bombinha na mão pela falta de ar, segurando uma caixa de calmante na mesma mão que eu segurava um ansiolítico e disse para mim mesma: “Chega! Tenho uma filha para cuidar. Não vou ter um AVC ou enfartar por causa de nada, nem de ninguém. Não quero mais viver assim”. Poupar passou a ser a palavra de ordem para não ter que trabalhar 18h por dia.

Inteligência financeira ajuda a reduzir drasticamente despesas desnecessárias

Foi então usei os princípios da inteligência financeira para reduzir drasticamente as despesas desnecessárias, adequar nossa casa (minha e da Isis) com meios e equipamentos mais econômicos e poupar uma parte considerável da minha renda pelos próximos anos. Coloquei objetivos arrojados e vou compartilhar a minha experiência e as dificuldades com vocês aqui no blog. Todo começo é um desafio, mas eu topei fazer porque fez sentido para mim. A disciplina financeira vem da necessidade de segurança patrimonial e equilíbrio emocional para a minha vida e para a vida da minha filha Isis, de 4 anos. E ela já ganhou um cofrinho.

Minha experiência pode ajudar muitas pessoas. E a sua experiência pode me ajudar. Por isso, compartilhe essa matéria e interaja comigo aqui nos comentários. Juntas, somos mais fortes.

Abraços,
Fernanda Con’Andra

Facebook Comments

Deixe seu comentário

Comentar

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.