Cama compartilhada. Sim, é muito bom!

Qual é a criança não gosta de dormir na cama dos pais? Isis quando ficou maiorzinha volta e meia escapada da cama dela para a minha. Dormir aconchegada comigo ou com o pai com certeza era melhor do que dormir sozinha. O carinho, a segurança, o amor e o acolhimento é o que há de tão especial na cama do papai e na cama da mamãe. Além disso, as mães e os pais se beneficiam por não precisarem se levantar tanto.

Mas já vou falar o que penso no segundo parágrafo (risos): cada mãe é única, cada família tem um modo de viver, cada bebê tem seu próprio comportamento. Não é regra matemática, nem receita de comida. E tudo bem se você quiser manter seu filho no próprio quarto. Os motivos são seus e tudo certo com isso! Aqui neste blog você pode ter certeza que eu não vou te julgar por suas escolhas. Sinta-se segura! Enfim, seguindo adiante…

Dormir junto com a criança pode proporcionar mais momentos de descanso (Foto: Pexels)

Quando ouvimos falar sobre compartilhar a cama com um bebê a primeira coisa para a qual isso remete é “cuidado!” ou “perigo!” ou “sufocamento”. Os alertas de “não faça” sempre tentam calar o “faça”, afinal, nosso cérebro reptiliano, primitivo, quer nos manter muito longe do risco, do perigo. Mas, é bom e faz bem! Lógico que precisamos ter cuidados, só que isso não significa levar para cama a sensação alarmista. Se você não se sente segura para isso, não faça. No entanto, se for mais confortável para você, aproveite.

Desde que Isis golfou durante o sono quando tinha 4 meses e eu estava dormindo em outro quarto, nunca mais tive sossego. Fui dormir num sofá cama ao lado do berço, acordava milhares de vezes para ir até o berço. E assim, foi entre 2015 e 2018. Com medo dela engasgar, sufocar, etc. eu ficava deitada, mas acordada. Ela, por sua vez, se espreguiçava muito e fazia barulhinhos. Resultado: teve uma noite que levantei 17 vezes! Amanheci dolorida como se tivessem me atropelado. Vencida pelo esgotamento causado pelo sono, peguei a Isis no berço, coloquei ao meu lado na cama e dormimos 6h seguidas. Tanto naquela época, quanto agora, optar pelo co-sleeping foi a melhor coisa que fiz.

Eu e a Isis: o dicionário Aurélio define isso como FELICIDADE. 

Depois disso, conversando com outras mães em grupos que eu faço parte notei uma reflexão comum: o risco de sufocamento do bebê que dorme com os pais é tão grande quanto o risco de sufocar no travesseiro, cobertinha, protetor de berço, golfo e mais um tanto de enfeites fofinhos que colocamos lá. E é obvio que o risco vai diminuindo a medida que a criança vai crescendo. É por isso, que sempre digo: faça o que você se sentir mais confortável, confiante e achar melhor para você e seu filho.

Para mim, foi a melhor atitude que tomei. Não há nada melhor do que dormir com a minha filha do meu lado. Essa é a minha opinião sobre cama compartilhada. Desde que isso passou a acontecer regularmente, em 2018, percebi como nos tornamos mais amigas, mais próximas, como ela passou a se sentir mais segura e eu mais tranquila.

Com o divórcio, não via mais motivos para a Isis (na época com 2 anos) continuar dormindo sozinha no quarto dela. Até porque, era nela que eu me apoiava em muitos momentos de agonia e sofrimento. Então, decidi que ela viria em definitivo para a minha cama. Não pedi opinião para ninguém, não pesquisei “prós e contras da cama compartilhada”, eu simplesmente fiz o que era melhor para mim e para ela.

Mito. A prática mina a vida íntima do casal. Você e seu companheiro (ou companheira) podem fazer sexo em outro local, momento e etc. (Foto: Pexels)

Pensamentos como “ela não vai mais querer dormir na cama dela”, “você vai perder sua liberdade”, “ela tem que ter o espaço dela”. Todos esses pensamentos sabotadores da alegria de sentir o cheirinho do cabelo dela foram colocados para bem longe quando substituí essas mensagens impostoras por: “o quarto dela permanece ativo”, “ela tem consciência de que existe o quarto dela”, “ficarei mais segura em relação ao bem-estar dela se ela estiver perto”, “quando ela ficar adolescente, provavelmente vai querer dormir na própria cama”. (Risos)

CAMA COMPARTILHADA…

Verdade. É uma alternativa prática para amamentar e dormir mais tranquilamente.

Mito. A prática mina a vida íntima do casal. Você e seu companheiro (ou companheira) podem fazer sexo em outro local, momento e etc.

Verdade. Proporciona momentos de descanso.

Depende. Pode deixar a criança mal-acostumada a só ficar no quarto dos pais… Há crianças que desde de pequenas sentem necessidade do próprio espaço.

Verdade. Estimule a criança a também gostar de dormir no quarto dela de vez em quando.

Verdade. Pode ajudar a fortalecer laços entre mãe e filhos. (Foto: Pexels)

Verdade. Cama compartilhada traz riscos letais. A Sociedade Brasileira de Pediatria também é contra a prática de cama compartilhada.

Verdade. Há formas seguras de dormir junto com bebês e crianças. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que os pequeninos durmam com os pais, mas em um berço pertinho. Também é recomendável ter cuidado com almofadas,  cobertores, panos, pelúcias, etc.

Verdade. Convencer a criança a sair da cama dos pais pode ser um processo lento.

Mito. Você não vai conseguir fazer a criança voltar para a própria cama.

Publicado em 07 de dezembro de 2015
Atualizado em 17 de junho de 2020

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