Bebês nascidos em famílias ricas, são menos amamentados do que os nascidos em famílias com renda mais baixa, diz relatório do UNICEF

Relatório do UNICEF não analisou o Brasil nesta pesquisa (Foto: Congerdesign/Pixabay)

O departamento de nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou nesta semana um estudo que mapeou a amamentação no mundo. O relatório analisou 123 países e mostra que 95% dos bebês são amamentados em algum momento de suas vidas. Porém, o estudo causa preocupação ao mostrar uma diferença enorme entre o aleitamento de bebês ricos e os de classe media-baixa: 21% dos nenéns de famílias de renda alta (mais de 1 em cada 5 bebês), nunca são amamentados por suas mães. Ao passo que apenas 4% (1 em cada 25 bebês) deixam de ser amamentados em famílias de média-baixa renda.

Segundo o estudo, o Sri Lanka é o primeiro colocado, com 99.4% quando o assunto é amamentar seguido pelo Nepal (99,1%), Butão (99,3%) e Madagascar (99%) únicos países a alcançar a faixa dos 99%. Entre os bem colocados da América Latina, Uruguai e Peru empatam com 98.7%. A Irlanda tem a pior taxa: apenas 55% dos bebês são amamentados.

O relatório “BREASTFEEDING – A Mother’s Gift, for Every Child” (Amamentação – Um presente de mãe para todas as crianças), não analisou o Brasil nesta pesquisa. Porém, o UNICEF fornece os seguintes dados – colhidos entre 2008 e 2012 – a respeito de nutrição infantil no nosso país: 67,7% dos bebês são amamentados na primeira hora de vida. 41% são amamentados exclusivamente com leite materno até os 6 meses. 25,2% recebem amamentação até os 2 anos. 69% das introduções de alimentos acontecem entre 6 a 8 meses.

Recomendações

O relatório do UNICEF traz recomendações de apoio ao aleitamento por parte do governo, empresas privadas e da sociedade. Ele sugere ao governo, que ordene a publicação de medidas legais para regulamentar a comercialização de fórmulas infantis e similares, mamadeiras e bicos). As medidas seguiriam o Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno e resoluções relevantes da Assembleia Mundial da Saúde.

Na esfera social, a sugestão é promover uma eficaz rede de apoio capaz de amparar emocionalmente as mães que estão com bebês em fase de amamentação, orientando e auxiliando em tarefas domésticas e outros afazeres, bem como estimulando a amamentação em local público. Já no âmbito privado, a recomendação é “apoiar e capacitar as mães a amamentar após o nascimento e no local de trabalho através de políticas de apoio paterno e licença-maternidade, políticas de apoio no local de trabalho e fornecimento de tempo suficiente e espaços apropriados para amamentar ou extrair e armazenar o leite materno”.

“O aleitamento materno, iniciado na primeira hora de nascimento, fornecido exclusivamente por seis meses, e continuado até dois anos ou mais com o fornecimento de alimentos complementares seguros e apropriados, é uma das práticas mais poderosas para promover a sobrevivência e o bem-estar da criança. Melhorar as taxas de amamentação em todo o mundo pode salvar a vida de mais de 820.000 crianças menores de 5 anos todos os anos, a maioria (87%) com menos de 6 meses de idade”, reforça a UNICEF em seu relatório.

Acesso o relatório (ainda em inglês) clicando aqui.

 

 

 

Com informações do UNICEF e Crescer.

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