Após 800 anos, fenômeno astrológico “Estrela de Belém” poderá ser visto à olho nú no céu brasileiro

Os planetas Júpiter e Saturno, geralmente separados no céu noturno, vão estar tão próximos e alinhados um do outro neste dia 21 de dezembro, que crião uma espécie de “planeta duplo” num verdadeiro “Milagre de Natal” que é chamado “Estrela de Belém”. O fenômeno poderá ser visto à olho nú, por volta das 18h40. A última vez que isso aconteceu foi há 800 anos. Sim! Na idade média, em 1226. O próximo alinhamento só acontecerá em março de 2080.

Tradição cristã diz que a Estrela de Belém, também chamada de Estrela de NatalEstrelaGuia, revelou o nascimento e loclização de Jesus aos Três Reis Magos.
(Ilustração: Pink Frog/Getty Images)

De acordo com o jornal norte-americano Washington Post, os dois planetas aproximaram-se novamente em 1623, mas o episódio não foi visível da Terra devido ao brilho do sol.

O fenómeno, conhecido como “conjunção”, ocorre quando há o alinhamento de dois objetos celestes. Neste caso, o evento é designado de “grande conjunção”, uma vez que envolve os dois maiores planetas (conhecidos) da nossa galáxia. Os corpos estarão separados por menos de um terço da largura da lua já no próximo dia 21 de dezembro, mas continuarão, na verdade, separados por 450 milhões de milhas no espaço.

Os dois planetas ficam alinhados uma vez a cada duas décadas, uma vez que Júpiter leva aproximadamente 12 anos a dar uma volta ao Sol contra os 30 anos de Saturno.

A conjunção de Júpiter e Saturno é também conhecida como “Estrela de Belém”. A conclusão foi do astrónomo alemão Johannes Kepler, no longínquo ano de 1614. Há ainda teorias que sugerem que a estrela que “guiou” os Três Reis Magos resulte de uma conjunção tripla de Júpiter, Saturno e Vénus.

Em declarações ao jornal norte-americano, Michael Brown, astrónomo da Universidade de Monash, na Austrália, sublinhou que a grande conjunção “vai ser visível a olho nu”, sem que sejam necessários “instrumentos sofisticados”.

De acordo com projeções do astrónomo da Rice University, Patrick Hartigan, a próxima conjunção será visível em 2080.

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