Amamentação, complemento e um bebê saudável

No post anterior (clique aqui para ler) eu falei sobre a dificuldade inicial para amamentar. Confusa, saí da maternidade sem a indicaçao de um complemento. Na verdade, hoje com a cabeça mais fresca, recordo que a médica chegou a oferecer, mas eu estava tao cansada e sem atençao que nao entendi a oferta e vim para casa só com o que eu tinha, ou seja, leite materno.

Uma semana depois do nascimento da Isis, fim da noite de domingo – para ser exata, dia 18/10/2015, äs 23h – minha filha berrava de fome e eu chorava de dor, quando minha mãe falou que era para procurarmos uma farmácia 24h e comprar um complemento lacteo. Todos nós sabemos que nada se compara aos benefícios do aleitamento materno, mas a experiência dela como voluntária no acompanhamento de crianças em orfanatos e hospitais infantis trouxe a nós o NAN SOY, salvação da semana e fundamental para o tempo que meus mamilos precisavam para cicatrização. E Isis se deu bem com o produto, pelo menos a saciava… Foi aí que comecei a saga dos complementos. Na primeira visita dela ao pediatra ele indicou que eu mudasse para o NAN SUPREME 1, mais completo para a idade dela. Porém, o leite deu dor de barriga nela. Então, troquei pelo ENFAMIL PREMIUM 1, que deu uma cólica pavorosa nela. Tadinha… Chorei junto e meu marido, sem saber o que fazer para passar, ficou mais de uma hora com ela encostada na barriga dele. Num dado momento já estavamos rezando para a cólica passar para a gente e livrá-la daquele sofrimento. Na manhã seguinte liguei para o pediatra dela pedindo socorro. Ele mudou o leite para o ENFAMIL GENTLEASE, o melhor da categoria segundo o que eu vinha lendo. A promessa era mais nutrição com menos colicas. Corri para a farmácia (não foi fácil achar) e comprei com minha prima na Drogaria Vitória as duas latas que tinham lá. Ela realmente não esta com cólicas como antes, mas isso tem a ver também com um alerta que o pediatra me deu: “Fernanda, observe o que você tem comido, pois vai para o leite e pode estar causando essa colica”. Resultado: restringi ainda mais a minha alimentaçao a itens com pouco sal, gordura zero, itens sem glúten, mais verduras, mais legumes, praticamente zera de açúcar e por aí vai. Também passei a dar a ela na chá de erva-doce na chuquinha e tres gotinhas de ColiKids, probiótico que trata colicas. Eu optei em dar, não me arrependo.

Confesso que fiquei muito chateada (e chorei) em ter que usar complemento, me senti mal por não ter leite suficiente, pelos bicos lascerados que custavam para cicatrizar. Foi dificil, mas abstraí do preconceito social em relacao ä mamadeira e aceitei minha realidade do momento. Sinceramente, achei mais rápido e fácil dar o complemento, principalmente durante a madrugada quando já estou morta de sono e cansaço. Porém, não desisti do leite materno. Insisti e hoje produzo muito mais do que antes, o que me dá o luxo de reduzir as mamadas com complemento e oferecer mais peito, inclusive na madrugada quando Isis mama complemento (23h) e duas vezes sendo uma mamadeira de leite materno na madrugada.

Algumas semanas depois Isis mostra-se melhor, tem gases e não está totalmente sem cólicas, mas está muito melhor do que antes. Acredito que o tratamento, ou seja, minha alimentação + aceitação da situação + complemento + medicamento + massagens na barriga dela foram o motivo disso.

Ah! Evite misturar o leite materno à fórmula, se o bebê não mamar tudo você vai estar desperdiçando seu leite. Eu primeiro ofereça meu leite direto no peito, depois, se ela ainda sentir fome, dou a mamadeira com a fórmula. Atualmente, com muito mais leite do que no início, Isis mama muito mais no peito, porque eu não desisti e o estímulo da sugada me ajudou. Agora, ela toma bem menos mamadeira.

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