Teimosia: os terríveis 2 anos do bebê

DivvyPixel/Pixabay

Pirraça, teimosia, querer escolher tudo, querer tudo ao mesmo tempo, não aceitar “nãos”, requerer atenção excessiva que nos impede de fazer atividades pessoais. Eu não imaginava que além das gracinhas e desenvolvimento encantador, viria a triste dobradinha “pirraça + teimosia”. Chegamos aos “terríveis 2 anos” do bebê, que algumas pessoas apelidaram como “adolescência dos 2 anos”, “adolescência dos bebês” ou “terrible twos”. 👶

Eu tenho cortado um dobrado com minha bebê de 2 anos e 3 meses. Super teimosa! E da teimosia cai na pirraça. São 24h horas diárias de teste de paciência, criatividade, bom humor e serenidade. Uns dias a gente consegue, outros só queremos desaparecer, sumir da vista da criança até que a pirraça cesse. Sumir não dá, deixar sozinho, nem pensar! Então, só resta respirar e colocar no carrinho, cercadinho, berço com algum desenho ou musiquinha e ir tomar um banho 🛀. Fora isso, quando não há crise, ela é um amor. Carinhosa, inteligente, astuta, que ama me dar abraços.

Isis no parquinho. PAra evitar crises, aviso que a brincadeira está perto de acabar.

Tenho lido muito sobre essa fase e conversei com profissionais a respeito disso. Essa realmente é uma idade de transformação na vida dos bebês. Eles já começam a encontrar seu lugar no mundo porque começam a controlar os próprios movimentos com mais facilidade, consegue se concentrar em uma tarefa por mais tempo que ficam bravas ou gritam quando são interrompidas. Para esse último caso eu costumo avisar que a brincadeira ou atividade já está perto de acabar. “Olha, daqui a pouco vamos dar tchau para (e cito a atividade)”. E, ao contrário de muitas crianças que só sabem dizer “não”, Isis também aceita a mudança e até fala “sim” e “tudo bem”. Mas quando ela resolve encrencar… O mundo vem abaixo! 😫

A choradeira normalmente está associada a um motivo: fome e sono são alguns deles

Na maioria das vezes há um motivo para a rebeldia e, nós precisamos observar o que pode ter sido o gatilho dela. Até porque, a choradeira normalmente está associada à raiva (quando outra criança toma um brinquedo ou são impedidos de fazer algo), fome, sono, tédio frio calor, roupa incomodando e cansaço. Sim! Crianças muito cansadas podem fazer pirraças terríveis. Então, até nisso temos que prestar atenção: muitas atividades “pra gastar energia” podem ter efeitos colaterais 😂

Muitas atividades “pra gastar energia” podem ter efeitos colaterais, como a pirraça

E, embora pesquisas indiquem que “a teimosia pode ser um sinal de sucesso mais adiante na vida”… Que “teimosia ensina a persistir mesmo quando a coisa fica difícil”… Com crianças teimosas, é fundamental manter-se firme. Há momentos em que, por mais que eu seja compreensiva de que as crianças têm vontades próprias, preciso ser “positiva”. E você deve ser firme também! Até porque, tudo na vida tem limite. Quando chega nesse ponto eu falo: “Você já teve seu momento. Agora acabou. É a minha vez! Outra hora você brinca mais. Vamos!”

Com crianças teimosas, é fundamental manter-se firme quando tomar uma decisão

E é ponto final meeeeesmo. Pode chorar, pode se jogar no chão!

Outra coisa, com criança teimosa (ou persistente…) você precisa fazer valer sua decisão. Explico: Quando Isis começa a fazer brincadeiras que não concordo, como jogar a areia do parquinho para cima ou em mim, mando parar e aviso que se não obedecer iremos para casa. Não fico contando até 3, acho isso péssimo! Eu simplesmente, repito o alerta e, se “persistir”, cumpro a promessa de ir embora. Nem que eu leve para outro lugar! Mas cumpro o dito para ela entender que minha fala “não é da boca pra fora”.

Por outro lado, precisamos entender que há lugares indicados para crianças e outros que precisamos evitar. Depois que nos tornamos pais e mães é necessário adaptar nossa rotina a idade dos nossos filhos. Logo, para evitar pirraças, teimosias e insistências procuro passear em lugares onde ela possa brincar à vontade. Ah! Também estou me policiado para aprender alternativas ao “não”. Imagine crescer ouvindo “não” o tempo todo…

 

E vocês, como estão lidando (ou lidaram) com essa fase?

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