Socorro! A fase da pirraça chegou! E agora?

Confesso que eu achei que essa fase da pirraça iria passar batida na minha vida… Estava completamente enganada. Aff! Quando minha filha estava com dez meses já começou a dar sinais de sua forte “personalidade”. Ela nunca foi de bater os pés, mas argumenta todas as reprimendas que leva. Quando fez 1ano e 7meses as coisas pioraram, muito… Agora, com 1 ano e 10 meses, além dos “argumentos” em bebenês, ela incluiu atos como jogar as coisas longe, se jogar no chão e querer bater na gente. É a chegada do momento das birras.

Recentemente foram exibidos vídeos e fotos da princesa Charlotte, 2 anos, e do príncipe George, 4 anos, filhos do príncipe William e da princesa Kate Middleton, em momentos de pirraça ao ficarem aborrecidos e impacientes durante as viagens da família. E assim, como sempre fez, Kate educou com carinho, mostrando classe ao chamar a atenção dos filhos sem fazer um escândalo maior. O que ela faz normalmente é se abaixar para falar com eles, pegar no colo e distrair com outra coisa. Resumo: Não importa a classe social e o nível educacional das crianças ou de seus pais, os pequenos (e até as maiores) fazem pirraça. Ponto!

Mas, voltando aqui para a nossa “Terra Brasilis“, de tudo que já li sobre pirraças percebo que estou chegando na temida “Crise dos 2 anos”. Felizmente eu nunca fui o tipo de pessoa que critica a pirraça alheia. Sempre fui o tipo que fica penalizada, olhando com cara de “eu deveria tentar ajudar?”.

É uma situação terrível! E é ruim pra todo mundo! Ou você acha que não ficamos sem chão quando saímos para almoçar e, de repente, a pequerrucha vira o “demônio da Tasmânia” porque não foi permitido que ela picasse o guardanapo em mil pedacinhos e jogasse no chão? Como vocês acham que a gente se sente quando o chilique acontece no momento mais inoportuno, tipo, fila do raio-x no embarque do aeroporto? Pirraça é realmente algo que desestabiliza o emocional e a paciência de muitos adultos.

Eu e Isis. Quando a pirraça chega eu falo: “olha, o avião!”

Vou contar uma coisa: uma vez eu estava no supermercado e a Isis começou a fazer pirraça porque queria apertar os biscoitos de polvilho que estavam no expositor. A minha cara de “não faça isso” foi capaz de fazer meu marido dar um passo para trás, mas não afetou em nada o comportamento dela. Isis se jogou no chão e eu… me joguei junto! Pareceu engraçado para ela, que parou de se esparramar pelo chão. Adultos riram. Meu marido me olhou com cara de “o que é isso?”. Uma senhora retrucou: “tá vendo, a mãe faz pirraça e a filha copia”. Kkkkkkkkkkk Santo Cristo… Neste dia resolvi, após muitas pirraças, limitar a ida dela ao supermercado apenas aos momentos em que tenho pouquíssimas coisas para comprar.

Atualmente, fazer algumas coisas é bastante complicado, mas, felizmente, vai passar. Converso antes de sair de casa, quando ela começa a dar crise pego no colo, mudo o foco, falo para ir buscar a Luna, a Peppa, o Pocoyô, tento distraí-la com qualquer coisa que passe voando no céu – do passarinho ao helicóptero. Mas, não vou mentir, se tivesse um OVNI passando no momento das piores pirraças, juro que eu imploraria para ser abduzida. Têm horas que nada funciona.

Enfrentar a fase das birras dos pequenos não é nada fácil. Especialistas dizem que a pirraça é uma forma que a criança encontra para se comunicar e, na maioria das vezes, manifestar seus sentimentos ou alguma insatisfação. Os “terríveis 2 anos” podem durar até os 5 anos. E, segundo eles, cabe a nós e aos cuidadores ter muito controle emocional e da situação. Costumo dizer que vale sempre o carinho, a persistência na educação e uma boa dose de “voz de comando”, ou seja, endurecer a fala, mas nunca perder a ternura.

 

NÃO CEDA POR CONTA DOS GRITOS 

Berrar com a criança (eu já fiz isso… aff!), bater, sacodir, sair andando e largar o pequeno pra trás não é a solução e, a meu ver, só vai causar insegurança – a criança pode ficar com medo de te dizer as coisas futuramente – e, você pode estar dando chance para algum aproveitador se aproximar de seu filho com más intenções. Então, respire fundo (eu faço isso). Se você está a ponto de explodir, como já aconteceu comigo durante uma seção exaustiva de pirraça, peça socorro a alguém de confiança distrair seu filho(a). Minha mãe faz isso muito bem. Ufa!

“Ah! Tá! Como se isso fosse muito simples…” De fato, não é! Eu mesma já fiz a vontade da minha pequena pirracenta. Também já tive vontade de entrar no guarda-roupas e sumir para Nárnia. Quem já viu esse filme infantil de magia e fantasia vai me entender… Já cometi várias vezes o “erros” na tentativa de acertar. Mas, na maioria das vezes, eu mantenho minha posição firme e não, é não! Daí pode berrar o quanto quiser que não cedo. A criança vai crescer e faz parte do desenvolvimento moral e emocional aprender a lidar com “não”. Tudo na vida tem limite e criança precisa saber disso.

Enfim, verdade seja dita: cada caso é único, embora existam semelhanças. O que vale para um, pode ser inútil para o outraso. Vou ser muito sincera, escrever sobre pirraça quando estamos com a cabeça longe do ‘olho do furacão’ é facílimo. Na hora em que a criança está berrando como se estivesse sendo destroçada e as pessoas começam a olhar com cara de “credo”, as coisas realmente se complicam, e muito… Por isso, precisamos aprender a ter autocontrole e criatividade. Porém, como estamos aqui para trocar experiências e nos ajudar, vou deixar abaixo dicas do que eu faço (e que me disseram para fazer) que funcionam. No mais, boa sorte e muita calma para nós.

SOS Pirraça

– Distraia a criança. Mostre algo que mude o foco de atenção dela. (Eu falo “olha lá o avião!)

– Tire a criança do local. Se o comportamento estiver te deixando constrangida, não hesite em retira-se do local com a criança até que a situação esteja novamente sob controle.

– Tenha voz de comando. Isso quer dizer ser severo, sem gritar.

– Não caia no eterno argumento. Não adianta dar explicações elaboradas para bebês ou crianças muito pequenas. Perguntas como: você acha que isso é certo? ainda não fazem sentido para eles. Já frases simples como: Não pode bater ou morder. Isso é feio! Surtem mais efeito.

– Ignore. Se não conseguir distraí-la, não dê atenção. Dar muita trela para a pirraça pode ser combustível para uma birra ainda maior. Atenção! Se a pirraça inclui bater, morder ou qualquer ação que possa machucá-lo ou a outra pessoa, não ignore. Repreenda imediatamente.

– Descubra o motivo. Pode ser sono, fome, cansaço, tédio.

– Dê atividade física para a criança. Quando elas gastam energia ficam menos dispostas a fazerem pirraça. Leve para brincar no parquinho.

– Castigo tem que ser na hora e não mais tarde. Castigos físicos, beliscar, puxar o cabelo ou qualquer outra ação que provocasse dor ou medo na criança, nem pensar. Use o bom senso. Bater só vai fazer a criança achar que agressão é a forma correta de lidar com os erros e ela poderá passar a bater em outras pessoas como forma de penaliza-las.

– Ofereça amor. Voz tranquila e serena ajuda a acalmar. Coloque no colo e ofereça segurança. A pirraça pode ser demonstração de medo de ir a algum lugar ou ficar perto de algo que a amedronta, que consegue acalmar um ataque de pirraça.

Deixe aqui nos comentários os embaraços que já teve por conta de pirraças e como se livrou da situação. Você estará acrescentando muito a este espaço de troca e também ajudando outros pais.

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