Santos Dumont, um passeio pela história da aviação brasileira

Foto: FAB (Reprodução Instagram @Fab_Oficial)

Julho é o mês que marca as celebrações do centenário de Santos Dumont (1873). Em 2018, as comemorações acontecem em torno do aniversário de 145 anos do aviador e, no Rio de Janeiro, a data 20 de julho é repleta de atrações gratuitas, ideal para aproveitar o dia com as crianças e ensinar a elas um pouco da história do Brasil de forma lúdica e interessante. Aeronauta, esportista e inventor, ele projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Seu projeto mais famoso no mundo foi o 14-Bis, mas também há outras engenhosidades da aviação como o Demoiselle.

O Museu Aeroespacial (MUSAL), localizado no Campo dos Afonsos, promove, nos dias 21 e 22 de julho, das 8 às 20 horas, atividades com entrada gratuita para homenagear o patrono da Aeronáutica Brasileira. Haverá shows aéreos da Esquadrilha CEU e demonstrações operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB). Os shows musicais serão com o grupo RDN, Fabinho Carioca, bandas KENZZY e 22 minutos, Johny e Érika. Para as crianças serão realizadas recreações e apresentações teatrais com a Patrulha Canina e Palhaço Topetão.

Quem for a Petrópolis poderá conhecer o Museu Casa de Santos Dumont, o local foi construído pelo próprio aviador em 1918 e guarda seus pertences pessoais, projetos e algumas de suas invenções. Pequenina, a casa foi projetada de forma absolutamente prática e adequada à personalide do inventor.

O “Pai da Aviação” também será lembrado no aeroporto Santos Dumont (#SDU), no Centro, com uma exposição retratando sua vida e obras.

Engenhocas

O inventor brasileiro nasceu na Fazenda Cabangu, Palmira, atual Santos-Dumont (MG), em 20 de julho de 1873. De 1889 a 1909, planejou, construiu e experimentou mais de duas dezenas de invenções entre balões livres, dirigíveis e aviões. Seu voo histórico aconteceu em 23 de outubro de 1906, quando o 14-Bis se desprendeu do solo por meios próprios e percorreu uma distância de quase 70 metros a uma altura entre 2 e 3 metros.

O mineiro dedicou sua vida à aviação, mas teve outras invenções: criou um chuveiro aquecido à álcool, a escada estilo “raquetes alternadas” que facilita a subida e descida, bom projetista, soube usar com inteligência todos os espaços de sua pequena casa: por exemplo, a sala servia como biblioteca e escritório. Em seu quarto, havia um móvel que servia como cama e escrivaninha, para a transformação bastava tirar ou colar o colchão sobre a cômoda. Ele mesmo desenhou e planejou a casa de verão em Petrópolis (RJ) com a ajuda do engenheiro Eduardo Pederneiras. Faleceu na cidade de Guarujá (SP), em 23 de julho de 1932.

 

 

 

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