Desfralde: Chegou a hora de tirar a fralda.

Desde que comecei a conviver com mães de bebês em idade de desfralde passei a prestar mais atenção neste assunto. Muitos amiguinhos da Isis estes desfraldando ou já desfraldaram. Quando escrevi essa matéria em Setembro/2017, não havia necessidade de preocupar-me com isso. Eu percebia o grande estresse que girava em torno dos pais, do bebê e também de quem convive com os pequenos, mas… Eu não sentia “na pele”. Porém, no último dia 16 de fevereiro recebi um bilhete na agenda da escolinha dizendo: “vamos iniciar o desfralde da Isis”. Tremi! Quase fui eu quem fez xixi nas calças! 💩

Sinceramente, achei que fosse levar mais tempo. Isis está com 2 anos e 4 meses. Fiquei pensando: existe um momento certo para desfraldar? Lendo revistas sobre primeira infância e o site BabyCenter (que eu adoro) notei o consenso entre as informações: “o sucesso do desfralde é só começar quando a criança realmente já tiver capacidade física (controle esfincteriano) para segurar as necessidades. Embora existam crianças que conseguem fazer isso já com 1 ano e meio, outras só vão estar prontas para deixar a fralda depois de completar 3 anos”.

E esse período é tão delicado que lembro perfeitamente do comentário feito por outra avó na saída da escolinha: “Cada criança tem seu tempo. É preciso paciência para não causar traumas e atrapalhar todo o processo”. Bingo! É exatamente isso, cada criança tem um tempo e uma adaptação diferente. Vou me lembrar disso durante todo esse processo de transição da minha pequena. Ou seja, muita calma! 🚽

Em qualquer rodinha de mães (avós, madrinhas, tias…) ouço que “meninas costumam largar as fraldas mais rápido que meninos” e que “irmãos mais velhos influenciam positivamente no desfralde”. Algumas pessoas, inclusive, insistem em dizer que precisamos desfraldar o quanto antes. Não caia nessa conversa e observe a “maturidade” do seu bebê. Começar antes da hora dá mais trabalho, é mais estressante para todos e pode constranger a criança chegando a causar problemas futuros.

Lara e seus livrinhos lúdicos sobre desfralde (Foto: Flaviana Fernandes)

O importante é iniciar o processo num momento propício. A fotógrafa Flaviana Fernandes, por exemplo, começou o desfralde da sua Lara (2 anos e meio) nas férias escolares. A novidade foi contatada por ela quando nos encontramos no retorno das férias. Lara é amiguinha da Isis e estudam na mesma salinha. Flaviana contou que preferiu as férias, dessa forma pôde ficar em casa sem compromissos que a atrapalhassem os dias de desfraldamento. #FicaADica

Ela, assim como outras mães que conheço, providenciou um peniquinho musical e também um adaptador para o vaso sanitário. Assim, sua Lara poderia escolher o que seria mais confortável. Ela também apostou em livros com desenhos sobre deixar as fraldas. Legal. Eles ajudam de forma lúdica.

Mariana Galveas, mãe da Manuela, outra amiguinha da Isis na escolinha, também começou o desfralde na escola, usou calcinhas “especiais” para incentivar o desfralde. Tem cuequinha também. Entre escapadas e muita roupa molhada, com o passar dos dias, a menininha entendeu. Ela não se adaptou ao vaso, mas, ao troninho colocado no quarto. Ela desistiu da fralda de treino.

As chamadas “calcinhas e cuecas de treinamento”, parecem uma calcinha ou cueca convencional, mas têm camadas (as mais caras são impermeáveis) que reduzem a possibilidade de o xixi vazar. Existem marcas que utilizam material sintético. Naquela época eu fiquei interessada, mas, atualmente, chegada a vez da Isis,  optei por não comprar.

Livrinhos utilizados por Flaviana para auxiliar no desfralde (Foto: Flaviana Fernandes)

Com 1 ano e 10 meses Isis falava “Qué, cocô. Qué!” e pedia para ir ao banheiro imitando sentar no vaso e usar o papel higiênico. Ela também “avisava” que estava com vontade de fazer cocô, mas ainda não aceitava ficar sentada no vaso. Por isso, nós (eu e o pai) aguardamos o momento mais adequado. E o “dia de” chegou. 😮

Calcinha/Cueca para treinamento de desfralde (Foto: Reprodução Mercado Livre)

Como entrarei no processo de desfralde neste mês, busquei outras dicas no BabyCenter e uma delas acerta em cheio as mães que amam “embonecar” os bebês: “Este não é o momento para usar jardineiras, macacões, vestidos complicados, bodies, meia-calça e calças com cinto. Prefira roupas de elástico, fáceis de pôr e tirar, e compre calcinhas/cuecas larguinhas”. Além disso, “mantenha a porta do banheiro aberta, e o penico num local acessível”. E, finalmente: “Ensine a criança a fazer a higiene das mãos e não demonstre frustração ou raiva se escapar xixi ou cocô”.

Também liguei para minha amiga, Cíntia Mattos, que além de mandar a real, ainda ajudou a aliviar a tensão: “Legal a escola ter a iniciativa. Fica tensa, não. Vai fazer um monte de xixi na roupa, mas tudo bem. Quando você estiver desacreditada, achando que nunca vai dar certo, começa a funcionar”, disse ela. Pensei: “Ah! Que bom!” 😅 E perguntei sobre troninhos, afinal, são muitos os modelos… “Acho que sem tampa e sem musiquinha é melhor. Quanto menos coisa pra tirar o foco melhor. O problema é que os sem tampa geralmente são mais desconfortáveis, por serem mais simples. Mas meus dois (filhos) usaram o pequenininho basiquinho”.

Então, vamos em frente! São apenas bebês aprendendo. Tenha paciência. 🙂

Boa sorte pra nós e pra vocês, que também vão iniciar o processo!🍀

 

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