Voluntários se alistam para doar carinho a bebês que nasceram ‘viciados em drogas’

Nos Estados Unidos, um hospital na cidade da Filadélfia (Pensilvânia) cadastrou voluntários para doar carinho a bebês que nasceram viciados em drogas. O número de bebês com abstinência aumentou 4x nos EUA na última década. Estima-se que uma criança nasça com o problema a cada 25 minutos.

O poder das drogas é devastador para quem usa e para quem convive com usuários. Inúmeros são os casos de grávidas que continuam fazendo o uso de substâncias químicas prejudiciais a ela e à formação do bebezinho que cresce na barriga. O problema é que tudo que entra no corpo de uma gestante passa para o bebê através da corrente sanguínea e da placenta. E, sim, uma usuária de drogas está fazendo com que o bebê nasça com dependência e também tenha abstinência de substâncias químicas.

A maioria dos recém-nascidos sofre com diarreia, tremedeira, vômito, choro incessante e dores intensas, alguns recém-nascidos precisaram, inclusive, receber doses decrescentes de morfina nos primeiros dias de vida para que seus organismos se acostumem gradualmente com a falta das substâncias. Algumas precisam passar meses internadas para que as substâncias saiam de seus organismos. Soma-se a esta situação devastadora, que a maioria está sozinha porque muitas vezes suas mães e pais estão presos, “sumiram no mundo”, perderam o direito de guarda por causa do abuso de drogas, ou então estão em tratamento contra a dependência.

Carinho que salva

O carinho, o colo e o aconchego proporcionado pelos voluntários ajudaram com que os pequeninos ficassem mais tranquilos, segundo informaram enfermeiras da maternidade da rede de hospitais Jefferson University Hospitals. Como o número de enfermeiras não é suficiente para dar atenção a todos os bebês, foi preciso abrir as portas para voluntários. Depois de relatarem este fato, foram vários os hospitais que adotaram programas de voluntariado com o objetivo de se ‘doar’ carinho aos bebezinhos.

De acordo com os médicos envolvidos no programa, os bebês que recebem o carinho de voluntários foram gradualmente precisando cada vez menos de medicação para controlar os sintomas de abstinência, além disso, o tempo médio de internação diminui. Os médicos e psicólogos do hospital que iniciou esse projeto frisam que é importante que bebês sintam conexões com mães, pais ou outros cuidadores desde as primeiras fases da vida e que isso é positivo para seu desenvolvimento, incluindo coisas como a confiança nas pessoas e no mundo.

Segundo explicações dos especialistas do site BabyCenter, em artigo publicado no canal sobre gravidez e uso de drogas. “Crianças cujas mães consumiram maconha durante a gravidez tenderam a ser mais irritadas, mais impulsivas e menos atentas — características que podem comprometer, e muito, a vida escolar, profissional, emocional e social de qualquer pessoa e de qualquer família”.

E destacam que “algumas das anomalias associadas à cocaína são defeitos cerebrais, no rosto, nos olhos, no coração, no intestino e nos órgãos genitais do bebê. Outro problema é que filhos de usuárias muitas vezes passam por crises de abstinência da droga, tendo mais dificuldade para ser confortados e se assustando ao menor toque ou barulho. Esse tipo de complicação pode durar de oito a dez semanas depois do nascimento ou até mais. Crianças expostas à heroína durante a vida uterina costumam sofrer sintomas fortíssimos de crise de abstinência depois do parto, necessitando de tratamento que pode levar semanas”.

Vale a pena ver o vídeo, e compartilhar esta ideia. Muitos bebês passam por situação semelhando aqui no Brasil.


Se você usa drogas, fuma ou abusa de bebidas alcoólicas e deseja parar, seguem alguns canais que podem ajudar. Não se desespere e busca ajuda profissional. O mais importante é tentar se afastar do vício e fazer o Pré-Natal direitinho, com todas as consultas e ultrassons que forem solicitados.

.Serviço Viva-Voz da Secretaria Nacional Antidrogas – telefone 132.

.Cetad (Centro de Estudos e Terapia de Abuso de Drogas da Universidade Federal da Bahia): https://www.ufba.br/conteudo/centro-de-estudos-e-terapia-de-abuso-de-drogas-cetad , em Salvador.

.Informações e locais de tratamento públicos e particulares: Site Álcool e Drogas sem Distorção ( https://www.einstein.br/alcooledrogas) / NEAD – Núcleo Einstein de Álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein.

.Proad (Programa de Atendimento e Orientação a Dependentes da Unifesp): www.proad.unifesp.br/assistencia.htm

.Projad (Atendimento aos Usuários de Álcool e Outras Drogas do Instituto de Psiquiatria da UFRJ): http://www.ipub.ufrj.br/projad, no Rio de Janeiro.

.Promud (Programa de Atenção à Mulher Dependente Química do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP): www.mulherdependentequimica.com.br, em São Paulo.

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